Receita de paçoquinha de baru

23.10.18

Confira a paçoquinha de baru que rolou ao vivo em nosso estande durante o Vegfest Brasil 2018.

Participação mais do que especial da mestra Conceição Trucom e da Chef Malu Paes Leme.

Em nossa receita utilizamos nossa grande jóia da Chapada dos Veadeiros: Mindu Baru.

Do Cerrado para o Mundo! Nosso creme de amendoim e castanha de baru tem a força do Cerado, bioma tão ameaçado, mas que continua mostrando sua força e vida pulsante.

O baru é uma “superfood” brasileiríssima, fonte de ferro, magnésio, antioxidantes, alto teor de proteínas e gorduras saudáveis.

Por aqui a gente ama esta castanha e quer cada vez mais compartilhar com todos vocês os sabores e os saberes do Cerrado. Assim podemos todos juntos contribuir para a valorização deste bioma, berço das águas do Brasil.

Gratidão Cerrado pelas suas belezas e super alimentos! Gratidão equipe Doce Limão pelas imagens!

Confira nossa receita aqui:

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Vegfest 2018 e Bioporã

01.10.18

Hoje é Dia do Vegetarianismo e escolhemos a data para um super anúncio: nossa presença está confirmada no Vegfest 2018, o maior festival vegetariano da América Latina!

Mais do que demonstrações de culinária, o Vegfest apresenta um verdadeiro festival da cozinha vegetariana. O evento traz ao público chefs capazes de fazer desde o mais simples e prático prato, aos mais requintados e elaborados, apresentando todo sabor e diversidade da culinária veg.

Serão mais de 100 palestras, dezenas de expositores e produtos veganos.

A riqueza da programação e o ambiente acolhedor faz do Vegfest um dos eventos mais esperados do Brasil.

Saiba mais da programação do festival aqui!

Já estamos nos últimos preparativos para nossa primeira participação neste super encontro com a presença de grandes nomes da saúde e nutrição vegetariana.

Venha visitar nosso estande para degustar, conectar e expandir a rede de alimentação saudável.

De 11 a 14 de outubro lá no Novotel Center Norte (mapa aqui!)

Horários & Local:

Congresso
11 – 13 de Outubro: 9 às 18h40
14 de Outubro: 9 às 12h30

Feira Vegana
11 – 13 de Outubro: 10 às 20h
14 de Outubro: 10 às 16h

Novotel Center Norte
Avenida Zaki Narchi, 500
São Paulo – SP

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Você conhece a lobeira?

06.10.18

Só vai conhecer este fruto quem for bom conhecedor do Cerrado!

 

Uma super dica pra ajudar: ele compõe praticamente a metade da dieta do lobo-guará, que mostramos há uns posts atrás.

Aí fica fácil, né? Fruto do Lobo, ou Lobeira.
E, sim, seu nome é uma menção direta ao lobo-guará, dada sua vital importância na dieta deste animal.

Aliás, compreender a relação incrivelmente simbiótica desta planta com o lobo é vislumbrar a magia do CerradoOlha só:

A lobeira é uma árvore baixinha, cinco metros no máximo, e é considerada uma espécie pioneira, daquelas bem resistentes e primeiras a surgir em uma área degradada, com solos erodidos e ácidos.

lobeira

O lobo come os frutos, que além de nutri-lo eliminam vermes, em especial um bem frequente que ataca seus rins e pode ser fatal. Ele costuma defecar bem em cima de cupinzeiros para demarcar seu território. Cupins e formigas agradecem a iguaria e carregam as sementes ali presentes para o fundo de seus túneis, de onde brotam e crescem fortes. Em pouco tempo, a lobeira começa a atrair outras espécies de animais, que por sua vez trazem mais sementes que germinam e crescem protegidas pela arvorezinha e, assim, aos poucos a paisagem vai se transformando.

O fruto, apesar de exalar um cheiro doce delicioso quando maduro, é um tanto impalatável.
Tem gente aqui no Cerrado que faz geléia ou doces com ele. A gente prefere deixar para o lobo!

Quando visitar o Cerrado, você vai ver que esta planta é onipresente, em especial em áreas degradadas como beiras de estradas. Infelizmente, assim como o próprio lobo, está sumindo à medida que avançam os monocultivos de soja, cereais e a pecuária na região.

 

Quer proteger a lobeira e seu lobo?
Diminua o consumo de produtos que estão fazendo o Cerrado desaparecer (carne e rações para pets feitas à base de soja e milho).

Cá pra nós, é muito legal a gente ter um lobo frugívero, né não? Que nos sirva de inspiração!

Bom sábado!

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lobo-guará

 

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Dia das Crianças Bioporã

04.10.18

Vem chegando o dia das crianças!

E para celebrar este dia tão especial vamos dar 15% OFF em todos os produtos do Combo Kids.

Basta digitar o cupom INFANCIASAUDAVEL na compra de qualquer produto do combo.

Você e seu filhote podem se deliciar com o VeganacheAmêndoa DreamCajutellaCacau Nutty ou Mindu Baru.

Não tem mistério: essas são as Bioporãs preferidas da criançada!

E tem mais: se você comprar o combo completo – que já está com 5% OFF em nosso site e contém os 5 produtos – ganha 20% OFF + um brinde surpresa!


Além de comemorar nosso futuro, queremos incentivar o consumo consciente desde cedo, para que nossos pequenos conheçam os sabores naturais, livres de industrializados e excesso de açúcar que estragam nossa saúde e paladar.

Os sabores da linha Kids tornam outros alimentos apetitosos, como: frutas, tapiocas, shakes, vitaminas e outros tantos mais!

Em grande medida, os filhos seguem os hábitos alimentares dos pais.
Educar pelo exemplo e não pela imposição é a regra de ouro no tema da alimentação infantil!

Queremos também que saibam reconhecer os produtos artesanais, produzidos em pequena escala, que cuidam dos recursos naturais do Planeta onde eles irão crescer e viver com saúde e alegria!

Aproveite a promoção que se encerra neste domingo, dia 08.

Feliz dia das Crianças!

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Lobo-Guará e o Dia Mundial dos Animais

04.10.18

A foto que ilustra este post pode ser um tanto chocante, mas a gente precisa mesmo de um tratamento de choque às vezes. O animal é um lobo-guará, o maior canídeo do Brasil, natural do nosso Cerrado.

Foi atropelado na GO-118, estrada que liga Brasília à Chapada dos Veadeiros, próximo à Alto Paraíso de Goiás, em março deste ano.

É uma imagem que retrata bem a forma como tratamos nossos animais silvestres aqui no Cerrado e em outros biomas:

  • transformamos seu território em pastos e monocultivos de grãos e ainda;
  • desrespeitamos limites de velocidade em estradas onde estes animais circulam.

Total desconexão.

Pra piorar, amamos de vida nossos cães e gatos, predadores vorazes na zona rural e mais ainda na cidade – pois são alimentados com rações produzidas a partir das mesmas pecuária e monocultivos.

Apontar um único responsável por uma cena triste como esta ou acreditar que porque se é vegano ou vegetariano é suficiente para se eximir da responsa é ter uma visão reduzida do grande cenário.

Somos TODOS responsáveis.

Então, neste Dia Mundial dos Animais, precisamos considerar como submetemos o bem-estar animal – seja dos que moram em nossos lares, seja dos que habitam ambientes naturais – às nossas escolhas.

E quem sabe, a partir daí, escolher melhor.

Menos carne.

Mais castrações de cães e gatos.

Mais cuidado e atenção nas estradas.

Mais respeito e carinho.

Mais lobos-guarás vivos pelo Cerrado. 

O crédito da foto é de Thiago Césare, sócio-guardião da Bioporã.

Se você tem fotos de flagrantes do Cerrado, seja de sua beleza ou tristezas, e gostaria de compartilhá-la aqui em nosso perfil, entre em contato via direct ou através do e-mail: [email protected]!

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Torrando Castanha de Baru

04.10.18

Sabe aquela sensação de quando você está diante de um verdadeiro tesouro? É isso que sentimos pela castanha de baru.

Primeiro, a castanha de baru é colhida por pequenos produtores extrativistas da Chapada dos Veadeiros.

Eles andam vários quilômetros Cerrado adentro colhendo os frutos maduros caídos no chão.

Depois, o fruto, que tem uma concha dura de quebrar os dentes, é quebrado um por um.
Lá dentro, a jóia do Cerrado.

Com gosto semelhante ao amendoim, o baru é rico em ômega 6 e 9, minerais como ferro, zinco, fósforo, cálcio e magnésio além de ter aminoácidos essenciais e alto teor de proteínas: 29,6%, mais que a castanha-do-pará e de caju.

E em nossa fábrica, segue a magia: torrefação e a moagem lenta e em baixas temperaturas em nossos moinhos de pedra.

A gente sabe o valor do alimento que a gente produz e como ele beneficia não só nossa saúde e criatividade culinária, mas também ajuda a manter o Cerrado de pé contribuindo com diversos produtores extrativistas.

E nós também temos a jóia da Bioporã: nosso Mindu Baru feito apenas de amendoim e castanha de baru.

Já falamos antes da castanha de baru por aqui!

Alimento de verdade, feito por pessoas de verdade!
Delicie-se!

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Tahine Cru Bioporã X Tahines Convencionais

27.09.18

Você sabe qual a diferença entre o Tahine Cru Bioporã e os tahines convencionais?

Daria pra dizer que a diferença é muito simples: enquanto utilizamos gergelim cru, os tahines convencionais usam gergelim torrado. Mas… E por quê?

Bora lembrar um pouco dos princípios da alimentação viva, dieta na qual os alimentos não são expostos à temperaturas superiores à 43 graus Celsius.

Os alimentos crus são ricos em enzimas que têm o potencial de auxiliar a digestão. Muito mágico isso, por sinal. Como se a evolução daquele alimento tenha um paralelo íntimo com a própria evolução de quem o consome.

É um fato também que, ao ser exposto à temperatura superiores aos tais 43ºC, essas enzimas são literalmente destruídas, tornando o alimento, em tese, mais pobre nutricionalmente.

Mas há que se considerar que cada caso é um caso e aqui jamais defendemos radicalismos. Podemos, sim, enriquecer muito nossa dieta e a forma como nos relacionamos com nosso alimento inspirados na alimentação viva, sem a necessidade de adotá-la 100%.

Então, voltando ao nosso Tahine Cru, ele apresenta características nutricionais mais ricas que os tahines produzidos com gergelim torrado. É uma excelente fonte de cálcio, Vitamina E, fibras e gorduras saudáveis.

Por ser cru, nosso tahine é mais amarguinho que os convencionais, mas nada que impeça os amantes de tahine de se apaixonar. Feito em moinhos de pedra, sua textura e cremosidade são suaves e delicadas.

E é super versátil na preparação de hummus, topping de frutas, molhos para saladas, leite vegetal instantâneo, paçoquinhas e o que mais sua criatividade permitir!

Ah! E, além do Tahine Cru Bioporã, ainda tem mais dois sabores da família tahine: Cajuhine Bioporã, um tahine suavizado com a adição de castanha de caju, e o Multy Nutty, um super tahine funcional com sete castanhas e sementes.

 

 

Saiba mais e compre o Combo Gergelim com 5% de desconto aqui!

 

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Escolhas e conquistas: a nova sede da Bioporã

26.09.18

Assim como na vida, empreender é uma sequência diária e interminável de escolhas que, ao longo do tempo, vão formando o conjunto da nossa obra.

No início de 2015, pouco mais de um ano após lançar a Bioporã no mercado e inaugurar o segmento de manteigas veganas artesanais no Brasil, decidimos iniciar a maratona da construção da sede própria. Eu e minha sócia, Lívia, estávamos decididos a criar raízes em Alto Paraíso de Goiás, município que é porta de entrada ao Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, a 270km de Brasília.

Havia duas motivações principais para se decidir pela construção de uma sede própria. Primeiro, todos os poucos imóveis disponíveis para locação e com alguma chance de alojar nossa operação na cidade exigiriam investimento substancial para adequação sanitária e de fluxograma. Segundo, estávamos super tentados a ter uma sede própria – e quem não ficaria, ainda mais com o negócio bombando a ponto da oferta não cobrir a demanda?

Decidimos construir! Lívia não tinha nenhuma experiência ou gosto por construção civil. Já eu havia cursado 2o grau técnico em edificações e acompanhando diversas obras do meu pai, que já está em seu quarto condomínio. Foi natural que assumisse a frente do projeto.

Então, no início de 2015, já com dois lotes adquiridos no bairro industrial de Alto Paraíso, contratei uma arquiteta com boa experiência em plantas industriais e iniciamos a fase de projeto. Jamais considerei erguer um só tijolo sem ter uma planta aprovada pelos órgãos responsáveis por sua fiscalização em mãos (no caso, a Superintendência de Vigilância Sanitária – SUVISA e a Secretaria de Meio Ambiente de Goiás, o Corpo de Bombeiros e a Secretaria de Obras do município). É muito comum ver empresários ignorando esta etapa e enfrentando dificuldades em adequar suas sedes. Como se diz, muito mais fácil ajustar um projeto no papel do que já executado.

Em janeiro de 2016, depois de um interminável ping-pong com a arquiteta, diversos estudos de fluxograma, visitas a outras fábricas e quatro apresentações na SUVISA em Goiânia, tinha um projeto aprovado em mãos, a primeira conquista!

Em março, começamos a obra de fato. Limpeza do terreno, terraplanagem, sondagem do solo, projeto de fundação, projeto estrutural, perfuração e concretagem de estacas etc etc etc. Usei diversos sistemas construtivos: estrutura pré-fabricada, paredes de alvenaria, placas isotérmicas, blocos de gesso, piso em uretano… Fazia minha estréia à frente de uma obra já com uma fábrica. Se um dia tiver condições de construir minha casa, vou fazer com um braço amarrado às costas e comendo Bioporã de dedo.

Legal compartilhar também que decidimos iniciar a obra mesmo sabendo que não tínhamos, na época, recursos financeiros suficientes para acabá-la. Foram três pausas na construção acionadas pela conta bancária zerada. Corri atrás de pai, mãe, irmã, bancos, consultores, programas de crédito, vendi dois carros e até joguei na Mega Sena. O que a gente faz quando realmente acredita em algo é algo incrível. Ah! E ainda nasceu minha caçula no meio de tudo, minha mãe sofreu um AVC bem grave, o Temer assumiu a presidência e agora o Bolsonaro lidera as pesquisas para presidente. Respira, respira, respira.

Agosto de 2018, vinte e nove meses após o início da obra, mudamos para a nova sede. Eu estava me sentindo no 15o round de uma luta contra um adversário três pesos acima. Mas quando ouço um “parabéns!” dos que lá chegam para visitar e conhecer, lembro que trata-se mesmo de uma grande conquista.

E escolhas que culminam em grandes conquistas como esta nos dão uma satisfação duradoura e a forte sensação de que estamos, de fato, trilhando nossos caminhos.

Quando estiver na Chapada, venha nos fazer uma visita!

Thiago Césare, sócio-guardião

 

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Colher de Pau Festival

21.09.18

Neste final de semana, dias 22 e 23 de setembro, acontece o Colher de Pau Festival no Parque da Água Branca, São Paulo. E nós estaremos por lá.

O festival surgiu através do #selocolherdepau que tem como principal objetivo abordar o tema da alimentação saudável.

Fabiolla Duarte, criadora do movimento, busca fomentar e fortalecer uma rede de consumo responsável, além de orientar famílias brasileiras em suas caminhadas de construção de suas relações por meio da comida.

O #selocolherdepau segue os seguintes critérios:

  1. Não consumir açúcar branco, sal refinado e itens transgênicos;
  2. Importância de embalagens ecológicas em produtos comprados;
  3. Valorizar o fair trade nas cadeias de produção dos produtos comprados;
  4. Apoiar o empreendedorismo familiar;
  5. Valorizar alimentos de época tanto quanto alimentos orgânicos;
  6. Criar uma nova economia onde se compra de quem faz.

Estamos super ansiosos para este encontro, que vai ser cheio de aprendizados, trocas de experiências e sabores.

Para quem não puder ir ao evento, vamos cobrir os melhores momentos em nosso IG.

Nos vemos lá, com todas as nossas delícias para venda e degustação!

Ah! O festival conta ainda com cosméticos veganos, slow fashion, decoração, acessórios, muita cultura, educação e sustentabilidade!

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Baru e Jatobá

20.09.18

Você conhece a castanha de Baru?

Provavelmente, a maior parte dos brasileiros não. E se você é daqueles que já viu e experimentou a castanha, quase com certeza nunca viu o fruto nem a árvore do baru. Pois não se acha uma plantação de baru. Ele está espalhado pelo Cerrado e colhê-lo é sinônimo de fazer muita trilha.

Dona Maria do Cerrado, pioneira no extrativismo do baru aqui na Chapada dos Veadeiros, nos conta que há alguns anos ninguém ligava para o baru, que só mantinham as árvores de pé para servir de sombra e comida para o gado (que adora os frutos!).

Daí, descobriram o baru e hoje não dá mais para contar quantos produtores extrativistas saem em busca do baru no meio do Cerrado. E dá para afirmar: praticamente 100% do baru disponível no mercado é oriundo de extrativismo realizado por pequenos produtores, quilombolas e indígenas aqui no Cerrado.

Consumir baru é uma forma de apoiar estes grupos minoritários e também manter o Cerrado em pé.

Com gosto semelhante ao amendoim, o baru é rico em ômega 6 e 9, minerais como ferro, zinco, fósforo, cálcio e magnésio além de ter aminoácidos essenciais e alto teor de proteínas: 29,6%, mais que a castanha-do-pará e de caju.

A gente valoriza esta castanha e o trabalho daqueles que disponibilizam ela para nós.

E, claro! Tínhamos que ter um sabor com esta iguaria única: Mindu Baru Bioporã.

Nossa manteiga de amendoim, baru e mais nada. Ou melhor, todo o sabor e vitalidade desta jóia do Cerrado!

 

E a farinha de Jatobá? Você já ouviu falar?

Árvore da família das leguminosas e comum em quase todas as diferentes paisagens do Cerrado, ela produz uma vagem escura do tamanho do seu celular, de casca bem dura.

Quebre a casca e você vai encontrar uma polpa seca espessa envolvendo suas sementes graúdas, esfarelenta, amarela-esverdeada, com um aroma que só quem já cheirou conhece.

Passe essa polpa em uma peneira e você tem em mãos uma farinha integral incrivelmente saborosa, versátil e nutritiva: possui mais Potássio do que banana e mais Cálcio do que leites de origem animal! Além de ser uma excelente fonte de vitamina C e minerais, como: ferro, fósforo e magnésio.

É simplesmente incrível: uma farinha que sai do fruto pronta para consumo, que dispensa qualquer beneficiamento para ser saboreada, e que dá numa árvore natural de nosso País!

Principais benefícios do jatobá: fortalece o sistema imunológico, ajuda a manter os ossos saudáveis, combate os radicais livres, regula a pressão arterial, auxilia no bom desempenho das funções cerebrais além de ser um grande e potencial energético natural.

Longe de sugerir a substituição de farinhas de cereais como trigo, aveia e arroz pela farinha de jatobá. Mas é algo que nos faz pensar: por que as prateleiras dos mercados estão abarrotadas de farinhas (ou produtos feitos com elas) oriundas de gramíneas de ciclo de vida curtíssimo, produzidas em monocultivos, originárias de outros continentes e altamente processadas enquanto uma única árvore de jatobá pode produzir toneladas de farinha ao longo de sua vida, e dentro de uma floresta?

Qualquer resposta mais sensata à questão deve reconhecer a nossa falta de conhecimento sobre as riquezas naturais de nossa terra, aqui em especial do Cerrado.

E vale lembrar que a taxa de desmatamento médio anual do Cerrado de 5% informada pelo Ministério do Meio Ambiente, logo logo vai ser ainda mais difícil conhecer o jatobá.

Compre de quem faz e apoie o pequeno produtor local!
Salve o Cerrado!

 

Tabelas Nutricionais:

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